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Como abrir MEI em 2026: passo a passo, custos e obrigações

O MEI (Microempreendedor Individual) é a forma mais barata de formalizar um negócio no Brasil. Neste guia você vê o passo a passo do cadastro, quanto custa por mês, quais atividades são permitidas e quais obrigações precisam ser cumpridas para não perder o CNPJ.

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1. Confira se sua atividade é permitida

Nem toda profissão pode ser MEI. Atividades regulamentadas — como contador, médico, advogado, engenheiro e psicólogo — ficam de fora. Antes de qualquer coisa, confirme se o seu CNAE consta na lista de ocupações permitidas.

2. Separe os documentos

  • CPF e título de eleitor ou número do recibo da última declaração de IR.
  • Data de nascimento exatamente como consta na Receita Federal.
  • Endereço residencial e endereço onde a atividade será exercida.
  • Conta gov.br com nível prata ou ouro.

3. Faça o cadastro no Portal do Empreendedor

O registro é feito online, no Portal do Empreendedor (gov.br/mei), e não tem custo. Ao final, o sistema emite o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI) com o seu CNPJ, a inscrição na Junta Comercial e o número de identificação da Previdência.

4. Regularize alvará e inscrição municipal

O CCMEI concede alvará provisório na maioria das cidades, mas o funcionamento definitivo depende das regras da prefeitura, do zoneamento e, em alguns casos, de vistoria da vigilância sanitária ou do corpo de bombeiros.

5. Pague o DAS todo mês

O MEI paga um valor fixo mensal (DAS) que reúne INSS e, conforme a atividade, ICMS ou ISS. Esse pagamento é o que garante os benefícios previdenciários: aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte aos dependentes.

6. Entregue a declaração anual (DASN-SIMEI)

Até 31 de maio de cada ano, o MEI informa o faturamento do ano anterior. A entrega é obrigatória mesmo com faturamento zero, e o atraso gera multa.

Limite de faturamento e desenquadramento

O MEI tem teto anual de receita. Ao ultrapassá-lo, é preciso comunicar o desenquadramento e migrar para Microempresa. Quando o excesso passa de 20%, a mudança retroage ao início do ano e a tributação é recalculada — por isso vale acompanhar o faturamento mês a mês.

Quando vale a pena sair do MEI

  • Faturamento chegando perto do teto anual.
  • Necessidade de contratar mais de um funcionário.
  • Sociedade com outra pessoa.
  • Atividade não permitida no MEI.
  • Clientes grandes que exigem porte maior ou notas com destaque de imposto.
Abrir o MEI leva minutos. Manter o MEI regular, pagar o DAS certo e saber a hora de migrar é o que evita dívida na Receita.

Perguntas frequentes

Sim. O registro no Portal do Empreendedor não tem custo. Cobranças para 'ativar' o CNPJ são golpe. Depois da abertura existe apenas o DAS mensal.

Não é obrigatório, mas o acompanhamento contábil evita erros na declaração anual, no controle do limite e na emissão de notas. Na Ideal, orientamos MEIs gratuitamente pelo WhatsApp.

Sim, o MEI pode contratar um empregado, respeitando as regras de salário mínimo ou piso da categoria e as obrigações do eSocial.

O CNPJ costuma sair no mesmo momento do cadastro, desde que os dados do CPF estejam corretos na Receita Federal.

Para pessoa jurídica sim, sempre. Para pessoa física, a emissão é opcional, mas recomendada para manter o controle do faturamento.

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